Associação de Professores de
Português. Luísa Ducla Soares
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A Menina do Capuchinho Vermelho no Séc. XXI |
Parte B |
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Para mostrar que era crescida e ajuizada, aconselhou: - Não vamos pela floresta, que aí podemos encontrar o lobo mau... João desta vez não se riu. A floresta à volta da cidade ardera no verão. Tinham-lhe deitado fogo para construírem mais prédios. - E eu que gosto tanto de florestas...— choramingou a Capuchinho Vermelho. – nem posso pensar no mundo sem o verde das árvores, o perfume das flores, os bicharocos selvagens... Iam a atravessar a rua quando... zás! surgiu um carro a grande velocidade. As crianças fugiram para o passeio mas o veículo ainda embateu no saco de bolos do supermercado. Ficaram feitos numa papa. |
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- Cuidado! – gritou um polícia. Tomem atenção aos sinais. Querem morrer atropelados? A menina nunca tinha visto um automóvel mas, depois daquela experiência, concluiu: - Estou a ver que os carros ainda são mais perigosos que os lobos. Cuidadosamente foram andando até casa da avozinha, que morava numa pequena vivenda com jardim. - Truz, truz, truz! – bateu a menina. - Trim, trim, trim! – tocou o rapaz à campainha. A Dona Maria, espreitando pelo vídeo de porta, respondeu logo: - Entra, meu netinho. Trazes uma amiguinha? Lembra mesmo a menina do Capuchinho Vermelho. |
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A Menina do Capuchinho Vermelho no Séc. XXI |
Parte B |
Este conto de Luísa Ducla
Soares foi escrito no quadro do Chat com alunos da EB1 nº 6 de Odivelas,
Biblioteca Municipal de Arganil e Centro Alfredo Pinheiro, da Santa Casa da
Misericórdia de Cascais, realizado em 7 de Janeiro de 2004, entre as 13h30 e as
14h30.
Ver o conto
integral e a transcrição do
Chat.
Associação de Professores de Português (Publicado em 15 de Janeiro de 2004)