Associação de Professores de
Português. Luísa Ducla Soares
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A Menina do Capuchinho Vermelho no Séc. XXI |
Parte D |
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finalmente a uma casinha de madeira numa clareira. - Já estou no meu ambiente! – exclamou a menina. - Agora, – avisou o Sr. Costa – nada de barulho para não espantarmos os bichos. - Vai caçá-los?—perguntou a garota, habituada aos caçadores que matavam os lobos no seu tempo. - Não. É a hora da refeição deles. - Que horror! – Eles têm horas certas para atacar os rebanhos? – afligiu-se a Capuchinho. Os empregados do parque começaram então a dar de comer aos lobos, atirando pedaços de carne por cima da vedação. - Parecem cães polícias! São lindos! Gostava de ter aquele com um olho azul, outro castanho. O Sr. Costa disse então que podiam ser padrinhos de um lobo. Ajudavam-no a sobreviver e podiam visitá-lo sempre que quisessem. |
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- Eu quero ser madrinha de um bebé, do
mais pequenino – murmurou a garota, já reconciliada com os seus antigos
inimigos.
Foram até à casa de madeira. Cada um
preencheu um papel. Depois receberam as fotografias dos seus afilhados.
A avó tirou dinheiro da carteira e
entregou-o à senhora que estava ao balcão.
- É uma prenda para os nossos irmãos
lobos, tão perseguidos ao longo dos séculos. O mundo também é deles! Quando voltaram para casa, o menino do anorak azul perguntou à menina do capuchinho vermelho: - Afinal peço à minha mãe para dormires no sofá-cama ou voltas para a tua história? Digam-me lá vocês o que acham que ela resolveu. Luísa Ducla Soares |
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A Menina do Capuchinho Vermelho no Séc. XXI |
Parte D |
Este conto de Luísa Ducla
Soares foi escrito no quadro do Chat com alunos da EB1 nº 6 de Odivelas,
Biblioteca Municipal de Arganil e Centro Alfredo Pinheiro, da Santa Casa da
Misericórdia de Cascais, realizado em 7 de Janeiro de 2004, entre as 13h30 e as
14h30.
Ver o conto
integral e a transcrição do
Chat.
Associação de Professores de Português (Publicado em 15 de Janeiro de 2004)