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Produção de texto
realizada na aula, a propósito do estudo do conto "A Inaudita
Guerra da Avenida Gago Coutinho", pelos alunos da professora
Arminda Fernanda Madureira Gonçalves, da Escola Secundária Augusto
Gomes, de Matosinhos
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentando, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no espelho retrovisor de um Nissan Micra
cinzento metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a
um objecto do século XX, Mamud Beshewer viu-se, de repente, sozinho,
abandonado pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas
atónitos.
Estava assarapantado,
completamente perdido, rodeado por pessoas estranhamente vestidas que
o olhavam como se não fosse dali, e estivesse fora do seu mundo... E
era verdade, era assim que Mamud Beshewer se sentia. Estaria a sonhar?
Não, não estava, aquela era a mais pura das realidades, e ele
sabia-o, por isso o seu coração batia como nunca batera antes...
Onde estava Ibn-el-Muftar? E a sua tropa? Porque haviam todos fugido e
o deixado só? Será que o exército de Ibn-Arrik era demasiado forte
e haviam batido em retirada? Não, isso era a mais impossível das
situações. Alá nunca lhes perdoaria tal agravo...
Após se desembaraçar do retrovisor, Mamud Beshewer avançou, de
alfange em riste, fazendo com que todos os automobilistas se
afastassem, gritando, criando um burburinho ouvido em toda a cidade.
Caminhava perdido, não sabendo por onde ia. Procurava uma mesquita
para orar a Alá e lhe pedir o seu conselho divino.
Caminhou mais de duas horas, semeando o pânico em toda a cidade de
Lisboa, sem no entanto encontrar o que procurava.
Regressou, então, à Avenida Gago Coutinho, deserta, uma vez que
todos estavam acuados em diversas pastelarias e confeitarias. Movido
pela sua enorme curiosidade, decidiu entrar para um daqueles veículos
com quatro rodas. O árabe escolheu precisamente o camião de Manuel
da Silva Lopes. Após trinta minutos de puro desespero e ânsia, que
Aurélio Lopes e a sua Companhia de Intendentes aproveitaram para se
aproximarem a medo, e, já enervado por tal maquineta não funcionar
com ele, Mamud Beshewer conseguiu ligar, por fim, o camião. Começou
a conduzi-lo, levando com ele alguns automóveis que se encontravam à
sua frente. Avançando, descontrolado, o árabe não sabia como havia
de parar o camião. Arruinando o negócio de Manuel da Silva Lopes, ou
pelo menos, destruindo-lhe uma encomenda de cerveja, o mouro causou
grandes danos em viaturas, semáforos, postes de electricidade,...
O que Mamud não sabia era que se dirigia para o rio. Aproveitando o
balanço que levava e a inclinação de uma rampa...SPLASH!...
Nesse preciso momento, Clio reparou num pequeno fio que se encontrava
desalinhado, apenas visto à lupa, e corrigiu imediatamente o seu
erro, colocando Mamud Beshewer no seu tempo próprio. Este constatou
tal evento com grande alívio e satisfação, ajudando a sua tropa a
devastar Chantarim.
Manuel da Silva Lopes ficou sem o seu camião que se afundou,
lentamente, no rio. À primeira pena de Clio foram acrescentados mais
dez anos sem ambrósia. Mamud Beshewer voltou ao seu mundo e desejou
nunca mais conduzir tal maquineta , o que, convenhamos, seria muito
problemático sem umas aulas de condução...
Luís Pedro Gomes do Carmo
8º Ano, Turma C, N.º 18
O animal é sempre o
melhor amigo do Homem
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentando, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no retrovisor de um Nissan Micra cinzento
metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a um objecto
do séc. XX, Mamud Beshewer viu-se, de repente, sozinho, abandonado
pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas atónitos.
Milhares de faces olhavam para ele,
espreitando por todo o lado. Faces repletas de curiosidade, que só
faziam aumentar o seu medo. Há poucos minutos, Mamud Beshewer
encontrava-se na cidade mais estranha e bizarra que já tinha visto,
juntamente com a sua tropa... agora estava no meio dessa mesma cidade
estranha e bizarra, mas estava "sozinho", sim, mas não
estava verdadeiramente sozinho, pelo contrário, era alvo de milhares
de pares de olhos esbugalhados, que nem piscavam para descansar.
Mamud Beshewer, atónito, assustado, espantado, aterrorizado,
petrificado, mortificado, estupeficado, só queria sair daquele lugar
horrível. Pegou vagarosamente na sua capa, e, não sei se por magia,
esta saiu exactamente como entrara, depois de tantas tentativas para
se libertar.
Começou a escorregar pela avenida Gago Coutinho, sim, porque os seus
pés não andavam, eles escorregavam pelo chão, enquanto os olhares o
perseguiam, como se estivessem a ver um filme, na parte de mais "suspense",
e não pudessem largar os olhos do écran. O seu corpo tremia desde a
cabeça até aos pés, e o seu coração batia ao ritmo do seu tremer.
Deu um sorriso medroso, talvez para desviar a atenção das pessoas,
ou só por boa educação, e ...
Clio deitou, nesse mesmo momento, uma grande
borrifadela para aquela zona...
Mamud Beshewer não conseguia compreender,
continuava na mesma cidade, no mesmo local estranho e bizarro, mas
agora, a última coisa de que se lembrava, era do percurso que tinha
feito até Lixbuna. Aquele espanto inicial que toda a tropa árabe
tinha sentido no início, estava Mamud Beshewer a senti-lo.
- Meu bom senhor, que fazeis com essa roupa fora de moda? - Era um
simples cidadão a gozar com o pobre Mamud Beshewer, falando com
termos antigos e antiquados.
Agora é que Mamud Beshewer, não percebia nada, nem onde estava, nem
o que estavam a dizer. Aproveitou as lições de corrida que tivera na
tropa, e, que nem o Vento, correu com toda a velocidade, sem destino,
e sem nenhum objectivo a não ser fugir do meio da multidão. Viu a
cidade passar, viu a aldeia passar, até que não viu nada. Estava no
meio da escuridão, no meio do nada. Sentia um chão debaixo dos pés,
e algo à sua frente, mas não conseguia ver o que sentia. Sentou-se
ali mesmo e esperou que o sol nascesse.
Estava um frio de rachar, e ele não tinha nada com que se tapar, a
não ser o manto que tinha nos seus ombros. Mamud Beshewer nunca tinha
sentido aquele frio, era um frio húmido, ao contrário dos sítios
secos da sua cidade. Naquele momento percebeu que se não fosse
apanhado e exilado, ou comido por alguns daqueles animais metálicos
que vira na cidade, iria morrer ao frio, ou afogado por aquela maldita
humidade... e adormeceu.
Que aquele local era estranho, já ele estava convencido, mas agora
sentia pêlo, mas muito pêlo, que nem o camelo nem o cavalo tinham.
Sentia-se quente... estaria morto? Arriscou abrir um olho, muito
devagar, e este viu muitas árvores. Era bom sinal, não estava morto,
a não ser que o Céu tivesse árvores. Arriscou abrir o outro olho, e
viu uns dentes afiados, grandes, e assustadores. Não gritou com a sua
voz, mas por dentro todo o seu corpo gritava...
O que aconteceu depois, ninguém sabe, só
se sabe que todas as noites de Lua Cheia, em vez de se ver um só lobo
a uivar no monte, como dantes, passou-se a ver um lobo junto a uma
forma humana que o acariciava.
Muitos dizem ser o protector do lobo, outros dizem ser as duas fases
do lobisomem...
A verdade ninguém a sabe, mas já existem
muitos mitos sobre o homem e o lobo.
Continuação do texto "A inaudita
guerra da avenida Gago Coutinho"
Sara de Sousa Neto Carvalho
Nº24 8ºC
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentando, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no espelho retrovisor de um Nissan Micra
cinzento metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a
um objecto do séc. XX, Mamud Beshewer viu-se de repente, sozinho,
abandonado pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas
atónitos.
Atrapalhado, desembainhou a sua espada e,
para grande espanto do automobilista, cortou o retrovisor do carro,
correu até ao Areeiro, gritando que Alá era grande, e apeou-se a
rezar.
Triste sorte Alá tinha reservado a Mamud Beshewer que depois de ter
levado com um calhau no broquel, se lhe destinou semelhante sorte.
Infelizmente, Clio não tinha reparado no equívoco, e quando Beshewer
já não sabia o que mais orar a Alá estendeu-se ao comprido à
espera da sorte que o destino lhe havia de trazer.
Intrigado com a situação, o automobilista, a quem o retrovisor tinha
sido amputado, telefonou para a Policia de Intervenção e comunicou o
sucedido.
O pobre do Mamud Beshewer foi detido e levado para interrogatório.
Na esquadra deu de caras com o Comissário Nunes que não estava nada
satisfeito com a situação. Por sua vez, Mamud Beshewer, que não
sabia falar português, viu-se em apuros, pois não sabia o que fazer
perante aquele homem que falava uma língua estranha. Seria um
mensageiro de Alá? Ou seria Santanás? De qualquer das maneiras a
Beshewer pareceu-lhe um mau presságio, mas para sua sorte, Clio
apercebeu-se a tempo de evitar um final infeliz. Este, ao ver-se
sozinho no meio de um descampado que lhe era familiar, rumou para a
sua aldeia onde viveu o resto da sua vida sem grandes perturbações.
Quanto ao Comissário Nunes, ficou estupefacto com a situação, e
felizmente, para este, não houve mais complicações.
Nuno Manuel Dias Machado
8º A, nº 18
Um novo Deus no Olimpo
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentendo, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no espelho retrovisor de um Nissan Micra
cinzento metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a
um objecto do sec. XX, Mamud Beshewer viu-se, de repente, sozinho,
abandonado pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas
atónitos.
Mamud Beshewer encontrava-se entre uma
multidão imensa, rodeado de prédios altos e em vez de ver cavalos
via altos camiões, que ele não sabia o que eram, via também pessoas
admiradas e com roupas esquisitas.
Onde estou eu? Perguntou para si mesmo.
O capitão Soares, que não sabia porque estava a acenar com um trapo
branco, quando viu Mamud Beshewer, um indivíduo que estava com uma
veste branca, decidiu ir falar com ele.
O árabe, que não tinha a sua tropa, sentiu-se ameaçado, quando o
capitão Soares se aproximou, de modo que tirou do bolso um punhal
pequeno mas cortante. O capitão Soares que não queria atacar, apenas
falar com ele, tentou acalmá-lo acenando com o trapo branco que
trazia em sinal de paz. O árabe, que conhecia esse gesto, porque
vivia constantemente em guerras, decidiu baixar o pequeno punhal.
O capitão Soares mandou pelo intercomunicador uma mensagem para o
posto da polícia que dizia o seguinte: Um indivíduo do sexo
masculino com idade entre os 40 e os 50 anos encontra-se na Avenida
Gago Coutinho, acho que é árabe.
Neste momento o Deus dos deuses, Zeus, apercebeu-se do ocorrido e
dirigiu-se para a Avenida Gago Coutinho em forma de pessoa. Ele não
poderia fazer o árabe desaparecer, porque as pessoas ficavam a saber
e não as podia fazer esquecer, porque a água do rio Letes só podia
ser usada de 100 em 100 anos. Ninguém sabia quem ele era, toda a
gente pensava que ele era um cidadão normal, mas por dentro daquele
corpo, estava o maior Deus de sempre: Zeus. Como iria ele tirar o
árabe daquela confusão? A polícia tinha colocado umas fitas à
volta do ocorrido para que ninguém fosse para o local. Zeus como era
muito inteligente lembrou-se de uma ideia.
¾Senhor polícia, aquele homem que parece árabe é meu primo, ele é
maluco, pensa que estamos no carnaval - disse Zeus, rindo-se como um
idiota e com uma magia hipnotizou o bendito polícia.
O polícia hipnotizado disse:
¾Pode levá-lo.
Zeus, com outra magia, fez com que Mamud Beshewer fosse ter com ele,
libertou o polícia da hipnos e levou Mamud Beshewer para o Olimpo.
Mamud Beshewer tornou-se primo verdadeiro de Zeus e seu conselheiro.
Ficou a ser o Deus Beshewer, o Deus da Arábia.
Diogo Matos
8ºA
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentando, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no espelho retrovisor de um Nissan Micra
cinzento metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a
um objecto do séc. XX, Mamud Beshewer viu-se, de repente, sozinho,
abandonado pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas
atónitos.
Mamud Beshewer não conseguia entender o que
lhe estava a acontecer e porque razão Ibn-el-Muftar o tinha deixado
ali. Ele tentou a todo o custo libertar-se do carro onde estava preso
até que por fim conseguiu.
Mamud olhava para as coisas com espanto, para ele tudo aquilo lhe
parecia esquisito, e não percebia como aquele mundo, que para ele era
desconhecido, poderia ser tão diferente do seu. Caminhou durante
muito tempo, até que se apercebeu que muitas pessoas se dirigiam para
uma grande caixa de aço, com muitas luzes e muitos bancos. Era o
Metro da Cidade. Sem perder tempo Mamud juntou-se a esse grupo de
pessoas, onde se encontrava uma bela e elegante mulher. Os seus olhos
brilhavam ao olhar para ela, era uma mulher realmente bonita, media um
pouco mais de 1,70 m, tinha olhos grandes e verdes, lábios vermelhos
e carnudos, era muito morena, os seus cabelos eram longos, castanhos e
ondulados, vestia um top branco e uns jeans escuros. Mamud logo se
sentiu atraído pela linda e desconhecida mulher, seguindo-a assim
até à saída. Depois de sair do Metro a mulher foi até a uma
paragem, onde apanhou o autocarro para se dirigir a casa.
A senhora, que nem se apercebera da presença de Mamud, entrou em sua
casa que se situava no Casal Ventoso. Mamud, na sua inocência, ficou
a dormir numa barraca pois não sabia o quanto perigoso aquele bairro
era.
Passado pouco tempo de se deitar em cima de um papel de cartão, o
muçulmano foi acordado por cinco rapazes entre os 18 e os 21 anos.
Dois deles eram de etnia cigana e os outros três eram de raça negra.
Mamud perguntava o que se estava a passar mas como a sua língua era
totalmente diferente do Português, os rapazes não lhe ligaram e
continuaram a procurar alguma coisa de valor nas suas vestes, mas sem
sucesso, pois Mamud não tinha nada que os rapazes pudessem roubar.
Inconformados, os rapazes começaram a agredir Mamud, com murros,
pontapés e até com cabos de electricidade, levando-o mesmo até à
morte.
De manhã quem descobriu o seu corpo, foi a linda mulher por quem
Mamud estava tão apaixonado.
O nome da sua apaixonada era Clio.
Ana Sofia Marinho
8ºB
No exacto momento em que Clio acordou, Mamud
Beshewer encontrava-se apeado, tentando, sem sucesso, libertar a sua
veste que se prendera no espelho retrovisor de um Nissan Micra
cinzento metalizado. Por isso, por se encontrar "ligado" a
um objecto do séc. XX, Mamud Beshwer viu-se, de repente, sozinho,
abandonado pela sua tropa, no meio duma horda de automobilistas
atónitos.
Na tentativa desesperada de se
"libertar" daquela coisa vinda do "mármore do
inferno", não encontrou outra solução senão rasgar a
vestimenta. No meio daquela balbúrdia de carros, Mamud Beshewer
via-se só, num local irreal, incapaz de existir na sua mente. Só
desejava voltar para sua casa, para junto da sua mulher e dos seus
filhos.
Foi, então, que os carros começaram a apitar fortemente,
aconselhando-o a que era melhor sair do meio da estrada. Começou,
então, a correr, desvairado, sem destino. Atravessou bairros, ruas,
avenidas... até chegar a um certo ponto que se cansou. Esfomeado,
olhou para a vitrina de uma pastelaria, onde, do outro lado do vidro,
um bolo apetitosíssimo lhe acenava para ele o comer. Mas, na verdade,
pensava ele, podia ser uma tentação de um génio mau e desistiu da
ideia de o comer.
Depois de a esperança lhe refortalecer as energias, começou, outra
vez, a correr como um doido, sem eira nem beira. Depois de atravessar
meia cidade, chegou à margem do Rio Tejo. Daí, pode então,
deslumbrar o majestoso Cristo Rei. Mamud Beshewer, perante aquela
figura divina, ajoelhou-se, pensando tratar-se de um anjo. Seduzido
pela beleza daquela imagem, quase que enfeitiçado, atira-se à água,
na ânsia de conseguir chegar perto dela. Mas, o pobre coitado estava
era iludido, pois, quando se apercebe de que se estava a afundar nas
águas poluídas do Tejo, só desejou sair daquele inferno corânico.
Foi então que, uma senhora, vendo aquele homem aflito, começou a
gritar por socorro. Logo, apearam-se magotes de gente para ver o que
se passava. Foi assim que, os pescadores da zona tiraram o árabe da
água. Este, eternamente grato, agradeceu-lhes, particularmente à
moça que gritara por ajuda.
Perante aqueles lindos olhos, Mamud Beshewer vê tudo a ficar branco
à sua volta. Apercebeu-se, então, de que estava a voltar para casa.
É que Clio detectou o erro e desfê-lo logo que pôde. Quanto às
outras pessoas que tinham ajudado Mamud Beshewer, ficaram a coçar a
cabeça.
Márcia Raquel Silva Sousa
Vagos
8º B nº18
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