Logotipo da Associação de Professores de Português

Logotipo da Associação de Professores de História

Logotipo da Associação de Professores de Geografia

Voltar a Projecto um tema #na_tua_escola

Timor #na_tua_escola

 

Bandeira de Timor

Timor Leste:
a mais recente e mais pobre das nações asiáticas


1. Hato-Bulico na base do pico do Gunung Tatamailau (Ramelau)

Leito de ribeiro seco (veja-se ainda o leito de cheia)
1A. Costa de Tutuala - extremo nordeste da ilha de Timor

Paisagem com ravinas
2. Leito de ribeiro seco (veja-se ainda o leito de cheia)

Paisagem com ravinas
3. Paisagem com ravinas

Paisagem no interior de Timor
4. Paisagem no interior de Timor

Búfalos pastam no leito de um ribeiro seco
5. Búfalos pastam no leito de um ribeiro seco

Paisagem timorense
6. Paisagem timorense

Viqueque (a caminho de) - arrozal
7. Viqueque (a caminho de) - arrozal
Viqueque (a caminho de) - campos cultivados e pastor com o seu gado
8. Viqueque (a caminho de) - campos cultivados e pastor com o seu gado

Porcos domésticos - Dilí
10. Porcos domésticos - Dilí


11. Mergulho desportivo no recife

Baía da praia do Cristo-Rei
12. Baía da praia do Cristo-Rei

Edifício colonial - Pousada em Tutuala
13. Edifício colonial - Pousada em Tutuala

Marginal
14. Marginal

Tutuala - Pescadores com os seus barcos
15. Tutuala - Pescadores com os seus barcos

Aspecto da marginal, do Cristo-Rei
16. Aspecto da marginal, do Cristo-Rei

Recife
17. Recife

Recife pouco profundo
18. Recife pouco profundo

Pormenor do recife
19. Pormenor do recife

Outro pormenor do recife
20. Outro pormenor do recife

Ainda outro pormenor do recife
21. Ainda outro pormenor do recife

Riqueza do ecossistema do recife
22. Riqueza do ecossistema do recife

Praia do Cristo-Rei
23. Praia do Cristo-Rei

Interior de uma escola em Timor Leste
24. Interior de uma escola em Timor Leste

Sala de aula numa escola de Timor Leste
25. Sala de aula numa escola de Timor Leste

 

AS FOTOGRAFIAS SÃO DA AUTORIA DE VASCO ALBUQUERQUE E POR ELE GENTILMENTE CEDIDAS.

por
JOHN MACAULAY
(Senior Lecturer em Educação Geográfica no Christchurch College of Education, Nova Zelândia)

 

 

 

 

Introdução
________________________________________________

A pequena e recém-nascida nação de Timor Leste localiza-se no extremo sudeste do arquipélago mais oriental do Índico. O seu povo declarou a independência do país a 20 de Maio de 2002, tornando-a na mais jovem nação do mundo - uma das que ocupam a fronteira cultural entre a Ásia e a Oceânia. Até há três décadas era o único vestígio da seiscentista tentativa portuguesa de dominar o conjunto das Índias Orientais. Em 1999, depois de suportar uma cruel ocupação de 25 anos pelo exército indonésio, os Timorenses ganharam, finalmente, a sua independência através dum referendo supervisionado pelas Nações Unidas (ONU). Seguiu-se uma agitação generalizada durante várias semanas quando as "milícias indonésias" vieram com violência , destruindo virtualmente todos os edifícios e aterrorizando a população. A ordem só foi restabelecida depois da chegada de vários batalhões de tropas australianas e neozelandesas, posteriormente reforçadas por conselheiros, forças de paz e agências da ONU.
À sua tardia chegada em 1999 os funcionários da ONU e das organizações não governamentais constataram que 75% dos 800 000 habitantes tinham sido deslocados, aproximadamente 70% das casas destruídas e muitas pessoas assassinadas. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita foi nessa altura estimado em 24,058 dol.(ONU, 2002). Admitiu-se que mais de 50% da população, 70% da qual vive em áreas rurais, tinha um rendimento inferior a 1 dólar por dia. Contudo em áreas dominadas pela agricultura de subsistência, é difícil expressar a pobreza em termos de renda monetária per capita.
A despeito do considerável interesse dos media pelos aspectos políticos e humanitários da luta dos timorenses pela independência, pouca informação apareceu sobre a geografia do país. Esta síntese esboça alguns aspectos geográficos da mais jovem e mais pobre das nações do mundo em desenvolvimento.

 

 

 

 

Aspectos Físicos
_____________________________________________

Timor, a ilha do Índico Oriental mais próxima da Austrália, alonga-se por 480Km de sudoeste para nordeste. A sua largura varia entre 40 e 80 Km. Timor Leste ocupa a metade oriental da ilha, o enclave de Oecusse a ocidente e as pequenas ilhas de Atauro e Jaco. A sua área é de 14,874Km2.
Timor foi parte da plataforma continental Australiana, uma secção que se desprendeu da massa continental Australiana , deslocou-se para norte e colidiu com a placa euro-asiática. Só emergiu completamente do oceano há 4 milhões de anos, constituída principalmente por sedimentos marinhos, sobretudo calcários. Não há vulcões em Timor ao contrário do que se passa na maior parte das ilhas do Índico Oriental.
Montanhas acidentadas dispõem-se ao longo da ilha, com diversos picos atingindo mais de 2000m. O mais alto é o Gunung Tatamailau (2963m)(Fot.1) em Timor Leste. As planícies costeiras são estreitas na costa norte (Fot.1A) mas alargam-se no litoral sul. Os rios têm cursos superiores com grande declive e um padrão de cheias sazonais (Fot.2). São agentes muito importantes no processo de erosão , transporte e sedimentação, tudo isto problemas exacerbados pela crescente ocupação agrícola nas vertentes mais inclinadas (Fot.3).

 

 

 

 

Clima e Vegetação Natural
_____________________________________________

O clima de Timor é tropical húmido com alternância de estação seca e estação das chuvas. A costa norte quase não tem chuva entre Maio e Novembro. As montanhas centrais e a costa sul registam elevada precipitação e mantêm-se verdes ao longo do ano. Dili, na costa norte, tem uma precipitação total anual de 898mm (em média), metade da qual entre Dezembro e Fevereiro. Há frequentemente cheias na estação das chuvas, com enxurradas, estradas cortadas e desabamentos frequentes (Sandlund et al., 2001). As temperaturas diurnas rondam os 30-40º C nas terras baixas, decrescendo até uns escassos 20ºC à noite. Noites mais frias, com mínimos de cerca de 15º C, ocorrem nos lugares altos.
A vegetação reflecte a localização relativa de Timor, entre a Indonésia Ocidental equatorial(Fot4) e o Noroeste Australiano seco (Fot.5).

 

 

 

 

População
____________________________________________

A população total da ilha em 1998 foi estimada em mais de 2 milhões dos quais 800 000 em Timor Leste. Compreende 15 ou 16 grupos étnicos com outras tantas línguas, sendo as duas principais o Dawan em Timor Oeste e o Tetum em Timor Leste. Algumas dessas línguas têm ligações com a Nova Guiné (Bellwood,1980, Fox 2000). Os diferentes grupos não vivem em comunidades separadas, e o Tetum é largamente usado conjuntamente com o Bahasa Indonésio (1975 - 1999). Entre os Timorenses de Leste os mais velhos ainda falam Português, que agora é (uma vez mais) reconhecido como língua oficial.

 

 

 

Esboço Histórico

______________________________________________

Os Tetum ou Belu migraram para Timor, possivelmente de Malaca ( Península Malaia), por volta do século XIV. Os Dawan já viviam em Timor Oeste. No entanto há vestígios de culturas que se terão aí desenvolvido entre 8000 a 2000 anos BP (Bellwood, 1980).
Os primeiros europeus que lá chegaram foram os Portugueses, provavelmente por volta de 1513, apesar das visitas dos negociantes Chineses e Javaneses desde o século treze. Todos eles procuravam madeira de sândalo apreciada pelo seu aroma e pelo medicinal santalol produzido do seu óleo. Encontraram a ilha repartida por uma dúzia de pequenos reinos ou rais, cada um governado por reis ou liurais. Os rais eram constituídos por vários grupos de tribos ou sucos que por sua vez estavam, na maioria, fragmentados em clãs (Dunn,1996).
A colonização portuguesa começou formalmente em 1556 quando frades Dominicanos se instalaram em Ambeno (Oecusse) começando a conversão dos Timorenses ao Cristianismo. Em 1652 foram desafiados pelos Holandeses instalados em Kupang no extremo oeste. Assim começa a disputa entre Portugueses e Holandeses que se prolongou por mais de dois séculos, não exercendo nenhum dos governos muito controlo sobre as áreas interiores que continuavam ainda governadas pelos liurais no leste. Nesta contingência foi, em 1913, assinado um tratado entre as duas potências fixando as fronteiras entre as duas colónias.
Tanto a Holanda como Portugal trataram os seus territórios timorenses como insignificantes lugares remotos até à invasão japonesa em 1942. Holandeses e Portugueses reclamaram os seus territórios em 1945.
Com a independência da Indonésia em 1949 Timor Oeste tornou-se parte desta jovem nação enquanto Timor Leste permaneceu Português até 1974. Na sequência do 25 de Abril e do processo de descolonização formaram-se vários partidos políticos sendo os mais importantes, a Associação Social Democrata Timorense (mais tarde conhecida como FRETILIN) e a União Democrata Timorense (UDT). O exército Indonésio olhava a Fretilin como uma séria ameaça aos seus planos de tomada do território pois circulavam rumores , injustificados, que a Fretilin era comunista (Dunn 1996). Mais tarde, em 1975, depois de breves recontros entre a UDT e a Falintil, o exército da Fretilin, o último emergiu como vitorioso.
Os lideres da Fretilin teriam preferido empossar de novo o governador Português que se tinha retirado para a ilha de Atauro. Mas tanto o governo Português como o Australiano estavam preocupados com sérios problemas internos. Além disso o governo Australiano estava mais preocupado em não provocar conflitos com o exército Indonésio que secretamente ia incitando distúrbios na fronteira de Timor. Os lideres mal tinham tido tempo de fazer a sua Declaração Unilateral de Independência quando tiveram de enfrentar a primeira fase da invasão indonésia.
Apesar da repressão indonésia os combates mantiveram-se e só em 1989 os ocupantes conseguiram que os combatentes recuassem para as áreas mais isoladas das montanhas (Fot. 6). Os seus apoiantes continuavam a fazer manifestações (e.g. em Dili em 1991 e em Baucau em 1996) de que resultavam incidentes graves e um interesse internacional crescente pelos problemas deste país.
A Igreja Católica local desempenhou um importante papel no apoio à luta pela independência desde 1975. Depois da queda de Suharto, a forte pressão da ONU forçou os Indonésios a promover um referendo em 1999 em que a esmagadora maioria votou a favor da independência.

 

 

 

 

...Perspectivas de Recuperação Económica
_____________________________________________

A maior parte da população ainda vive em áreas rurais onde se pratica o landang, agricultura de subsistência. Tal como os habitantes das cidades a maior parte dos camponeses perderam as suas casas , as suas colheitas e as reservas de sementes para as sementeiras durante as represálias das milícias em Setembro de 1999.
O milho é a principal produção na maior parte das áreas, seguido do arroz(Fot.7 e 8), feijão, legumes e frutos (Wesley-Smith, 2000). Criam principalmente o búfalo doméstico hanteng ou "Bali" (Fot. 9), porcos (Fot.10) e aves. Muitos animais foram roubados, esquartejados e devorados durante a actuação das milícias e a sua reposição demorará algum tempo. A generalização da fome foi evitada graças à chegada de ajuda alimentar através da ONU e de muitas organizações humanitárias. Ajudaram também na reposição das reservas de sementes e equipamento agrícola básico. Uma coisa que se tornou evidente neste período de miséria foi o poder de recuperação do sistema agrícola de subsistência, apesar das difíceis condições.
Tornar-se auto-suficiente no abastecimento de alimentos básicos é provavelmente só uma questão de tempo. Pelo contrário, o estabelecimento de uma infra-estrutura administrativa e económica é o maior desafio porque exige contínua troca de informação com o exterior. Actualmente, no campo económico, há três possibilidades fundamentais: exportação de café de primeira qualidade, exploração de petróleo e gás natural no Mar de Timor e o desenvolvimento turístico (Fot.11 e 12).
A qualidade superior do café "biológico" de Timor Leste tornou-se na maior sua exportação agrícola. É irónico porque foi resultado da negligência. Os cafeeiros plantados pelos Portugueses há mais de 80 anos foram abandonados, crescendo de forma selvagem e sem aplicação de pesticidas. É este café que hoje constitui a principal fonte de rendimento de milhares de agricultores, apesar do preço mundial do café sofrer flutuações e, portanto, não garantir uma estabilidade económica.
Os direitos obtidos pela exploração do petróleo e gás natural no Mar de Timor (Mapa de Recursos) são, de longe, a fonte de riqueza mais promissora. Estas ricas reservas estão localizadas numa parte da plataforma continental, mais próxima de Timor Leste do que da Austrália, mas separada por uma fossa submarina de 3000m de profundidade, daqui a necessidade de construir oleodutos até aos terminais Australianos. O desejo do governo Australiano em compartilhar a exploração destes depósitos com a Indonésia foi uma das principais razões par o "fechar de olhos" à invasão de 1975 e a subsequente prontidão com que reconheceu a anexação de Timor Leste pela Indonésia (Chomsky, 1998). Negociações entre os dois governos, em 1989, conduziram a um tratado que atribuía o direito desse petróleo e gás natural à Indonésia. Isto facilitava os planos para a construção de um gasoduto entre Darwin e o campo de exploração de Bayu-Undun.
Quando a maior parte do povo de Timor Leste votou na independência o tratado foi renegociado, agora entre Timor Leste e a Austrália. Através dos ajustamentos do tratado o governo de Timor Leste poderá obter 2,2 mil milhões de libras em royalties como resultado de um contrato de exploração por duas companhias japonesas, durante 17 anos a partir de 2006. Estes direitos poderão tornar-se na maior fonte de rendimento de Timor Leste (Action Network, 2002).
A longo prazo o turismo pode vir a tornar-se na maior fonte de receitas partindo da reputação das maravilhosas praias e trilhos florestais do país descobertos por estrangeiros nos anos de 1960 e 1970. Para que tal aconteça é necessária uma avultada injecção de capital no desenvolvimento de alojamentos e redes de transportes e no restauro dos belos exemplares da arquitectura colonial (Fot. 13), especialmente igrejas e edifícios governamentais. No litoral um desregulado desenvolvimento do turismo pode conduzir a problemas como a posse da terra, o acesso às praias (Fot. 14, 15 e 16) e conflitos com os costumes e valores locais. Poderão também ocorrer impactos ambientais resultantes do turismo, nomeadamente ao nível da produção de resíduos sólidos e da danificação dos frágeis recifes de corais e respectivos ecossistemas (Fot 17 a 23). Espera-se que os operadores turísticos cubram completamente os custos ambientais e sociais deste desenvolvimento

 

 

 

 

Maiores Desafios
_______________________________________

Com uma experiência marcada pelo fraco desenvolvimento económico propiciado pelo escasso auxílio da administração colonial Portuguesa e a posterior invasão dos Indonésios a que se seguiram várias semanas de anarquia antes da independência, Timor Leste entrou no novo milénio enfrentando muitos desafios. Os padrões de saúde pública eram muito baixos, com uma esperança de vida, em 1998, à volta dos 55 anos e a mortalidade infantil abaixo dos 5 anos atingindo 124 por mil.

 

 

 

Saúde
No decurso dos últimos 3 anos equipas de técnicos de saúde da ONU e de organizações humanitárias têm - se esforçado no combate às numerosas doenças, particularmente a malária e a tuberculose, mas ainda há falta de técnicos de saúde locais, medicamentos, camas de hospital e outros equipamentos de saúde. O primeiro de 64 centros de saúde foi aberto em Comoro, próximo de Dili e em breve começará a construção de outros 21. O Hospital Nacional de Dili, que perdeu muitos dos seus equipamentos e recursos em Setembro de 1999, tem estado em reabilitação desde então e opera agora próximo da sua capacidade máxima (Gabinete de Imprensa da UNTAET, 2002). Contudo, há ainda falta de médicos na maior parte das regiões.

 

 

 

 

Educação
Restaurar um efectivo e sustentado sistema educativo é outro dos novos e maiores desafios do novo governo. Ainda há uma década a taxa de analfabetismo era de 73% para as mulheres e de 57% para os homens. Em 1999 as milicias pró -Jacarta incendiaram a maior parte das escolas do país. Cerca de 80% dos professores do secundário eram indonésios, tal como a maior parte do pessoal do Departamento da Educação e das estruturas de Formação de Professores. Muitos abandonaram o país e não se espera que voltem. Nas escolas primárias a transição foi mais fácil, porque a maior parte dos professores era timorense, embora muitos tivessem sido deslocados na ocupação (The Age, 2000). Nos últimos três anos ocorreram muitos progressos com a reconstrução (Fot.24 a 26 e Mov.). Em Outubro de 2001, 700 escolas primárias, 40 pré - escolares e 10 escolas técnicas estavam funcionando. Destas escolas 535 tinham sido recuperadas no "Plano Básico Operacional" através dum Projecto internacional sob a orientação da Administração Transitória (Gabinete de Imprensa da UNTAET,2002). Há progressos com a formação contínua de professores mas há ainda uma grande falta de professores qualificados no secundário.

 

 

 

 

Língua
O sistema escolar tal como o conjunto da comunidade estão presentemente confrontados com um sério problema no que diz respeito à mudança nas línguas oficiais do país. Antes da invasão Indonésia em 1975 o português era a língua oficial escrita e o tetum a mais largamente usada oralmente. É desnecessário dizer que a língua portuguesa foi o primeiro aspecto da cultura de Timor Leste a ser atacado pelos indonésios. O português foi banido e o seu uso passou a ser punido. Tornou-se a língua de resistência entre a população mais velha enquanto os Timorenses mais jovens aprendiam indonésio sob orientação de um "contingente" de professores indonésios importados (Sydney Morning Herald, 2002).
Durante mais de duas décadas, o português foi para os líderes da Fretilin símbolo da sua determinação de recuperar a sua independência face à Indonésia, por esta razão decidiram assumir o português como língua oficial. Contudo estatísticas não oficiais apontam para o facto de o tetum ser falado por 82% da população, o indonésio por 43% enquanto o português é falado apenas por 5%. O tetum também foi adoptado como língua oficial mas só recentemente tem uma gramática e ortografia estandardizada e apresenta falta de vocabulário técnico e científico (Sydney Morning Herald, 2002). Entretanto o indonésio permaneceu como língua utilizada nas cidades e nos negócios pelo que o governo, relutantemente, o manteve como "língua de trabalho" a par do inglês. No sistema educativo o indonésio e o tetum ainda são permitidos do 4º ano à universidade. Os professores do 1º ao 3º ano sentem-se frustrados porque o seu domínio do Português , tal como o dos seus alunos, está confinado às competências básicas da leitura.

 

 

 

Refugiados
Há ainda 50.000 a 80.000 timorenses a viver em campos de refugiados no lado indonésio da ilha, próximo da fronteira

 

 

 

Política
Depois de Setembro de 1999 houve uma enorme entrada de fundos e formação de pessoal, de agências da ONU, governos de vários países e de organizações não governamentais para possibilitar a construção de algumas infra-estruturas e a reconstrução de outras de modo a que os Timorenses pudessem assumir a sua própria administração a 20 de Maio de 2002. A 30 de Agosto de 2001 os Timorenses votaram para uma Assembleia Constituinte de 88 membros para promulgar uma nova constituição. A Fretilin obteve 55 lugares, uma maioria significativa, mas ainda precisou da ajuda de outros partidos para a aprovação da constituição, entretanto ratificada.
Os três principais desafios do novo governo são: estruturar e planear o desenvolvimento do país com um orçamento limitado; alcançar sustentabilidade financeira através do equilíbrio das despesas, investimentos e poupanças; realizar um mandato político e administrativo "transparente". Tropas internacionais sob bandeira da ONU guardam a fronteira oeste durante um ou dois anos até que o exército de Timor Leste esteja suficientemente preparados para os substituir
Tudo leva a crer que os líderes de Timor Leste adoptaram uma atitude responsável em relação às vastas tarefas que enfrentam. Necessitarão, certamente, de muito apoio externo ainda por algum tempo.

 

 

 

 

 

Nota
_______________________________________________

A Assembleia constituinte decidiu que o nome do país seria Timor Leste; em Tetum chama-se "Timor Loro Sa'e" que significa "Timor do Sol Nascente".

 

 

TRADUÇÃO ADAPTADA DA RESPONSABILIDADE DA ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA

 

Imagem de home     Logotipo de correio electrónico  Associação de Professores de Português, Associação de Professores de Geografia, Associação de Professores de História  #na_tua_escola (publicado em 11/5/2003)