
1. Hato-Bulico na base do pico do Gunung Tatamailau (Ramelau)

1A. Costa de Tutuala - extremo nordeste da ilha de Timor

2. Leito de ribeiro seco (veja-se ainda o leito de cheia)

3.
Paisagem com ravinas

4.
Paisagem no interior de Timor

5. Búfalos pastam no leito de um ribeiro seco

6.
Paisagem timorense

7.
Viqueque (a caminho de) - arrozal

8.
Viqueque (a caminho de) - campos cultivados e pastor com o seu gado

10.
Porcos domésticos - Dilí

11.
Mergulho desportivo no recife

12.
Baía da praia do Cristo-Rei

13. Edifício colonial - Pousada em Tutuala

14.
Marginal

15. Tutuala - Pescadores com os seus barcos

16.
Aspecto da marginal, do Cristo-Rei

17.
Recife

18.
Recife pouco profundo

19. Pormenor do recife

20.
Outro pormenor do recife

21. Ainda outro pormenor do recife

22.
Riqueza do ecossistema do recife

23.
Praia do Cristo-Rei

24.
Interior de uma escola em Timor Leste

25.
Sala de aula numa escola de Timor Leste
AS FOTOGRAFIAS SÃO DA AUTORIA DE VASCO
ALBUQUERQUE E POR ELE GENTILMENTE CEDIDAS.
|
por
JOHN MACAULAY
(Senior Lecturer em Educação Geográfica no Christchurch College of
Education, Nova Zelândia)
Introdução
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A pequena e recém-nascida nação de Timor
Leste localiza-se no extremo sudeste do arquipélago mais oriental do
Índico. O seu povo declarou a independência do país a 20 de Maio de
2002, tornando-a na mais jovem nação do mundo - uma das que ocupam a
fronteira cultural entre a Ásia e a Oceânia. Até há três décadas
era o único vestígio da seiscentista tentativa portuguesa de dominar o
conjunto das Índias Orientais. Em 1999, depois de suportar uma cruel
ocupação de 25 anos pelo exército indonésio, os Timorenses ganharam,
finalmente, a sua independência através dum referendo supervisionado
pelas Nações Unidas (ONU). Seguiu-se uma agitação generalizada
durante várias semanas quando as "milícias indonésias"
vieram com violência , destruindo virtualmente todos os edifícios e
aterrorizando a população. A ordem só foi restabelecida depois da
chegada de vários batalhões de tropas australianas e neozelandesas,
posteriormente reforçadas por conselheiros, forças de paz e agências
da ONU.
À sua tardia chegada em 1999 os funcionários da ONU e das
organizações não governamentais constataram que 75% dos 800 000
habitantes tinham sido deslocados, aproximadamente 70% das casas
destruídas e muitas pessoas assassinadas. O Produto Interno Bruto (PIB)
per capita foi nessa altura estimado em 24,058 dol.(ONU, 2002).
Admitiu-se que mais de 50% da população, 70% da qual vive em áreas
rurais, tinha um rendimento inferior a 1 dólar por dia. Contudo em
áreas dominadas pela agricultura de subsistência, é difícil
expressar a pobreza em termos de renda monetária per capita.
A despeito do considerável interesse dos media pelos aspectos
políticos e humanitários da luta dos timorenses pela independência,
pouca informação apareceu sobre a geografia do país. Esta síntese
esboça alguns aspectos geográficos da mais jovem e mais pobre das
nações do mundo em desenvolvimento.
Aspectos Físicos
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Timor, a ilha do Índico Oriental mais próxima
da Austrália, alonga-se por 480Km de sudoeste para nordeste. A sua
largura varia entre 40 e 80 Km. Timor Leste ocupa a metade oriental da
ilha, o enclave de Oecusse a ocidente e as pequenas ilhas de Atauro e
Jaco. A sua área é de 14,874Km2.
Timor foi parte da plataforma continental Australiana, uma secção que
se desprendeu da massa continental Australiana , deslocou-se para norte
e colidiu com a placa euro-asiática. Só emergiu completamente do
oceano há 4 milhões de anos, constituída principalmente por
sedimentos marinhos, sobretudo calcários. Não há vulcões em Timor ao
contrário do que se passa na maior parte das ilhas do Índico Oriental.
Montanhas acidentadas dispõem-se ao longo da ilha, com diversos picos
atingindo mais de 2000m. O mais alto é o Gunung Tatamailau
(2963m)(Fot.1) em Timor Leste. As planícies costeiras são estreitas na
costa norte (Fot.1A) mas alargam-se no litoral sul. Os rios têm cursos
superiores com grande declive e um padrão de cheias sazonais (Fot.2).
São agentes muito importantes no processo de erosão , transporte e
sedimentação, tudo isto problemas exacerbados pela crescente
ocupação agrícola nas vertentes mais inclinadas (Fot.3).
Clima e Vegetação Natural
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O clima de Timor é tropical húmido com
alternância de estação seca e estação das chuvas. A costa norte
quase não tem chuva entre Maio e Novembro. As montanhas centrais e a
costa sul registam elevada precipitação e mantêm-se verdes ao longo
do ano. Dili, na costa norte, tem uma precipitação total anual de
898mm (em média), metade da qual entre Dezembro e Fevereiro. Há
frequentemente cheias na estação das chuvas, com enxurradas, estradas
cortadas e desabamentos frequentes (Sandlund et al., 2001). As
temperaturas diurnas rondam os 30-40º C nas terras baixas, decrescendo
até uns escassos 20ºC à noite. Noites mais frias, com mínimos de
cerca de 15º C, ocorrem nos lugares altos.
A vegetação reflecte a localização relativa de Timor, entre a
Indonésia Ocidental equatorial(Fot4) e o Noroeste Australiano seco
(Fot.5).
População
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A população total da ilha em 1998 foi
estimada em mais de 2 milhões dos quais 800 000 em Timor Leste.
Compreende 15 ou 16 grupos étnicos com outras tantas línguas, sendo as
duas principais o Dawan em Timor Oeste e o Tetum em Timor Leste. Algumas
dessas línguas têm ligações com a Nova Guiné (Bellwood,1980, Fox
2000). Os diferentes grupos não vivem em comunidades separadas, e o
Tetum é largamente usado conjuntamente com o Bahasa Indonésio (1975 -
1999). Entre os Timorenses de Leste os mais velhos ainda falam
Português, que agora é (uma vez mais) reconhecido como língua
oficial.
Esboço Histórico
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Os Tetum ou Belu migraram para Timor,
possivelmente de Malaca ( Península Malaia), por volta do século XIV.
Os Dawan já viviam em Timor Oeste. No entanto há vestígios de
culturas que se terão aí desenvolvido entre 8000 a 2000 anos BP (Bellwood,
1980).
Os primeiros europeus que lá chegaram foram os Portugueses,
provavelmente por volta de 1513, apesar das visitas dos negociantes
Chineses e Javaneses desde o século treze. Todos eles procuravam
madeira de sândalo apreciada pelo seu aroma e pelo medicinal santalol
produzido do seu óleo. Encontraram a ilha repartida por uma dúzia de
pequenos reinos ou rais, cada um governado por reis ou liurais. Os rais
eram constituídos por vários grupos de tribos ou sucos que por sua vez
estavam, na maioria, fragmentados em clãs (Dunn,1996).
A colonização portuguesa começou formalmente em 1556 quando frades
Dominicanos se instalaram em Ambeno (Oecusse) começando a conversão
dos Timorenses ao Cristianismo. Em 1652 foram desafiados pelos
Holandeses instalados em Kupang no extremo oeste. Assim começa a
disputa entre Portugueses e Holandeses que se prolongou por mais de dois
séculos, não exercendo nenhum dos governos muito controlo sobre as
áreas interiores que continuavam ainda governadas pelos liurais no
leste. Nesta contingência foi, em 1913, assinado um tratado entre as
duas potências fixando as fronteiras entre as duas colónias.
Tanto a Holanda como Portugal trataram os seus territórios timorenses
como insignificantes lugares remotos até à invasão japonesa em 1942.
Holandeses e Portugueses reclamaram os seus territórios em 1945.
Com a independência da Indonésia em 1949 Timor Oeste tornou-se parte
desta jovem nação enquanto Timor Leste permaneceu Português até
1974. Na sequência do 25 de Abril e do processo de descolonização
formaram-se vários partidos políticos sendo os mais importantes, a
Associação Social Democrata Timorense (mais tarde conhecida como
FRETILIN) e a União Democrata Timorense (UDT). O exército Indonésio
olhava a Fretilin como uma séria ameaça aos seus planos de tomada do
território pois circulavam rumores , injustificados, que a Fretilin era
comunista (Dunn 1996). Mais tarde, em 1975, depois de breves recontros
entre a UDT e a Falintil, o exército da Fretilin, o último emergiu
como vitorioso.
Os lideres da Fretilin teriam preferido empossar de novo o governador
Português que se tinha retirado para a ilha de Atauro. Mas tanto o
governo Português como o Australiano estavam preocupados com sérios
problemas internos. Além disso o governo Australiano estava mais
preocupado em não provocar conflitos com o exército Indonésio que
secretamente ia incitando distúrbios na fronteira de Timor. Os lideres
mal tinham tido tempo de fazer a sua Declaração Unilateral de
Independência quando tiveram de enfrentar a primeira fase da invasão
indonésia.
Apesar da repressão indonésia os combates mantiveram-se e só em 1989
os ocupantes conseguiram que os combatentes recuassem para as áreas
mais isoladas das montanhas (Fot. 6). Os seus apoiantes continuavam a
fazer manifestações (e.g. em Dili em 1991 e em Baucau em 1996) de que
resultavam incidentes graves e um interesse internacional crescente
pelos problemas deste país.
A Igreja Católica local desempenhou um importante papel no apoio à
luta pela independência desde 1975. Depois da queda de Suharto, a forte
pressão da ONU forçou os Indonésios a promover um referendo em 1999
em que a esmagadora maioria votou a favor da independência.
...Perspectivas de Recuperação Económica
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A maior parte da população ainda vive em
áreas rurais onde se pratica o landang, agricultura de subsistência.
Tal como os habitantes das cidades a maior parte dos camponeses perderam
as suas casas , as suas colheitas e as reservas de sementes para as
sementeiras durante as represálias das milícias em Setembro de 1999.
O milho é a principal produção na maior parte das áreas, seguido do
arroz(Fot.7 e 8), feijão, legumes e frutos (Wesley-Smith, 2000). Criam
principalmente o búfalo doméstico hanteng ou "Bali" (Fot.
9), porcos (Fot.10) e aves. Muitos animais foram roubados, esquartejados
e devorados durante a actuação das milícias e a sua reposição
demorará algum tempo. A generalização da fome foi evitada graças à
chegada de ajuda alimentar através da ONU e de muitas organizações
humanitárias. Ajudaram também na reposição das reservas de sementes
e equipamento agrícola básico. Uma coisa que se tornou evidente neste
período de miséria foi o poder de recuperação do sistema agrícola
de subsistência, apesar das difíceis condições.
Tornar-se auto-suficiente no abastecimento de alimentos básicos é
provavelmente só uma questão de tempo. Pelo contrário, o
estabelecimento de uma infra-estrutura administrativa e económica é o
maior desafio porque exige contínua troca de informação com o
exterior. Actualmente, no campo económico, há três possibilidades
fundamentais: exportação de café de primeira qualidade, exploração
de petróleo e gás natural no Mar de Timor e o desenvolvimento
turístico (Fot.11 e 12).
A qualidade superior do café "biológico" de Timor Leste
tornou-se na maior sua exportação agrícola. É irónico porque foi
resultado da negligência. Os cafeeiros plantados pelos Portugueses há
mais de 80 anos foram abandonados, crescendo de forma selvagem e sem
aplicação de pesticidas. É este café que hoje constitui a principal
fonte de rendimento de milhares de agricultores, apesar do preço
mundial do café sofrer flutuações e, portanto, não garantir uma
estabilidade económica.
Os direitos obtidos pela exploração do petróleo e gás natural no Mar
de Timor (Mapa de Recursos) são, de longe, a fonte de riqueza mais
promissora. Estas ricas reservas estão localizadas numa parte da
plataforma continental, mais próxima de Timor Leste do que da
Austrália, mas separada por uma fossa submarina de 3000m de
profundidade, daqui a necessidade de construir oleodutos até aos
terminais Australianos. O desejo do governo Australiano em compartilhar
a exploração destes depósitos com a Indonésia foi uma das principais
razões par o "fechar de olhos" à invasão de 1975 e a
subsequente prontidão com que reconheceu a anexação de Timor Leste
pela Indonésia (Chomsky, 1998). Negociações entre os dois governos,
em 1989, conduziram a um tratado que atribuía o direito desse petróleo
e gás natural à Indonésia. Isto facilitava os planos para a
construção de um gasoduto entre Darwin e o campo de exploração de
Bayu-Undun.
Quando a maior parte do povo de Timor Leste votou na independência o
tratado foi renegociado, agora entre Timor Leste e a Austrália.
Através dos ajustamentos do tratado o governo de Timor Leste poderá
obter 2,2 mil milhões de libras em royalties como resultado de um
contrato de exploração por duas companhias japonesas, durante 17 anos
a partir de 2006. Estes direitos poderão tornar-se na maior fonte de
rendimento de Timor Leste (Action Network, 2002).
A longo prazo o turismo pode vir a tornar-se na maior fonte de receitas
partindo da reputação das maravilhosas praias e trilhos florestais do
país descobertos por estrangeiros nos anos de 1960 e 1970. Para que tal
aconteça é necessária uma avultada injecção de capital no
desenvolvimento de alojamentos e redes de transportes e no restauro dos
belos exemplares da arquitectura colonial (Fot. 13), especialmente
igrejas e edifícios governamentais. No litoral um desregulado
desenvolvimento do turismo pode conduzir a problemas como a posse da
terra, o acesso às praias (Fot. 14, 15 e 16) e conflitos com os
costumes e valores locais. Poderão também ocorrer impactos ambientais
resultantes do turismo, nomeadamente ao nível da produção de
resíduos sólidos e da danificação dos frágeis recifes de corais e
respectivos ecossistemas (Fot 17 a 23). Espera-se que os operadores
turísticos cubram completamente os custos ambientais e sociais deste
desenvolvimento
Maiores Desafios
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Com uma experiência marcada pelo fraco
desenvolvimento económico propiciado pelo escasso auxílio da
administração colonial Portuguesa e a posterior invasão dos
Indonésios a que se seguiram várias semanas de anarquia antes da
independência, Timor Leste entrou no novo milénio enfrentando muitos
desafios. Os padrões de saúde pública eram muito baixos, com uma
esperança de vida, em 1998, à volta dos 55 anos e a mortalidade
infantil abaixo dos 5 anos atingindo 124 por mil.
Saúde
No decurso dos últimos 3 anos equipas de técnicos de saúde da ONU e
de organizações humanitárias têm - se esforçado no combate às
numerosas doenças, particularmente a malária e a tuberculose, mas
ainda há falta de técnicos de saúde locais, medicamentos, camas de
hospital e outros equipamentos de saúde. O primeiro de 64 centros de
saúde foi aberto em Comoro, próximo de Dili e em breve começará a
construção de outros 21. O Hospital Nacional de Dili, que perdeu
muitos dos seus equipamentos e recursos em Setembro de 1999, tem estado
em reabilitação desde então e opera agora próximo da sua capacidade
máxima (Gabinete de Imprensa da UNTAET, 2002). Contudo, há ainda falta
de médicos na maior parte das regiões.
Educação
Restaurar um efectivo e sustentado sistema educativo é outro dos novos
e maiores desafios do novo governo. Ainda há uma década a taxa de
analfabetismo era de 73% para as mulheres e de 57% para os homens. Em
1999 as milicias pró -Jacarta incendiaram a maior parte das escolas do
país. Cerca de 80% dos professores do secundário eram indonésios, tal
como a maior parte do pessoal do Departamento da Educação e das
estruturas de Formação de Professores. Muitos abandonaram o país e
não se espera que voltem. Nas escolas primárias a transição foi mais
fácil, porque a maior parte dos professores era timorense, embora
muitos tivessem sido deslocados na ocupação (The Age, 2000). Nos
últimos três anos ocorreram muitos progressos com a reconstrução
(Fot.24 a 26 e Mov.). Em Outubro de 2001, 700 escolas primárias, 40
pré - escolares e 10 escolas técnicas estavam funcionando. Destas
escolas 535 tinham sido recuperadas no "Plano Básico
Operacional" através dum Projecto internacional sob a orientação
da Administração Transitória (Gabinete de Imprensa da UNTAET,2002).
Há progressos com a formação contínua de professores mas há ainda
uma grande falta de professores qualificados no secundário.
Língua
O sistema escolar tal como o conjunto da comunidade estão presentemente
confrontados com um sério problema no que diz respeito à mudança nas
línguas oficiais do país. Antes da invasão Indonésia em 1975 o
português era a língua oficial escrita e o tetum a mais largamente
usada oralmente. É desnecessário dizer que a língua portuguesa foi o
primeiro aspecto da cultura de Timor Leste a ser atacado pelos
indonésios. O português foi banido e o seu uso passou a ser punido.
Tornou-se a língua de resistência entre a população mais velha
enquanto os Timorenses mais jovens aprendiam indonésio sob orientação
de um "contingente" de professores indonésios importados (Sydney
Morning Herald, 2002).
Durante mais de duas décadas, o português foi para os líderes da
Fretilin símbolo da sua determinação de recuperar a sua
independência face à Indonésia, por esta razão decidiram assumir o
português como língua oficial. Contudo estatísticas não oficiais
apontam para o facto de o tetum ser falado por 82% da população, o
indonésio por 43% enquanto o português é falado apenas por 5%. O
tetum também foi adoptado como língua oficial mas só recentemente tem
uma gramática e ortografia estandardizada e apresenta falta de
vocabulário técnico e científico (Sydney Morning Herald, 2002).
Entretanto o indonésio permaneceu como língua utilizada nas cidades e
nos negócios pelo que o governo, relutantemente, o manteve como
"língua de trabalho" a par do inglês. No sistema educativo o
indonésio e o tetum ainda são permitidos do 4º ano à universidade.
Os professores do 1º ao 3º ano sentem-se frustrados porque o seu
domínio do Português , tal como o dos seus alunos, está confinado às
competências básicas da leitura.
Refugiados
Há ainda 50.000 a 80.000 timorenses a viver em campos de refugiados no
lado indonésio da ilha, próximo da fronteira
Política
Depois de Setembro de 1999 houve uma enorme entrada de fundos e
formação de pessoal, de agências da ONU, governos de vários países
e de organizações não governamentais para possibilitar a construção
de algumas infra-estruturas e a reconstrução de outras de modo a que
os Timorenses pudessem assumir a sua própria administração a 20 de
Maio de 2002. A 30 de Agosto de 2001 os Timorenses votaram para uma
Assembleia Constituinte de 88 membros para promulgar uma nova
constituição. A Fretilin obteve 55 lugares, uma maioria significativa,
mas ainda precisou da ajuda de outros partidos para a aprovação da
constituição, entretanto ratificada.
Os três principais desafios do novo governo são: estruturar e planear
o desenvolvimento do país com um orçamento limitado; alcançar
sustentabilidade financeira através do equilíbrio das despesas,
investimentos e poupanças; realizar um mandato político e
administrativo "transparente". Tropas internacionais sob
bandeira da ONU guardam a fronteira oeste durante um ou dois anos até
que o exército de Timor Leste esteja suficientemente preparados para os
substituir
Tudo leva a crer que os líderes de Timor Leste adoptaram uma atitude
responsável em relação às vastas tarefas que enfrentam.
Necessitarão, certamente, de muito apoio externo ainda por algum tempo.
Nota
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A Assembleia constituinte decidiu que o nome do
país seria Timor Leste; em Tetum chama-se "Timor Loro Sa'e"
que significa "Timor do Sol Nascente".
TRADUÇÃO ADAPTADA DA RESPONSABILIDADE DA
ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES DE GEOGRAFIA
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