Parecer sobre a prova de Português de 12.º ano, prova 639, 18/6/2019

Publicado por a 19/06/2019 em Pareceres, Pareceres sobre exames | Comentários desligados

 

O Exame Nacional de Português, com o código 639, 1.ª fase, do ano letivo 2018-2019, avalia de forma equilibrada os diferentes domínios: leitura, educação literária, gramática e escrita.
As questões de compreensão leitora são extremamente pertinentes, sem dificuldade acrescida e adequadas ao nível dos alunos de 12.º ano, destacando-se a importância da capacidade de análise e a capacidade para relacionar informações textuais e conteúdos literários.
Merece-nos particular atenção a questão 7., da Parte C, por se revestir de pouca objetividade. O aluno, perante a instrução “Escreva uma breve exposição”, poderá perguntar-se o que é efetivamente “breve”. No nosso entender, o adjetivo pode subjetivamente dar espaço à redação de textos com dimensões muito distintas. Considera-se ainda que a questão não tendo uma dimensão aconselhada, por exemplo com limites máximos e mínimos de palavras, pode dar azo a produções textuais com níveis de profundidade e conhecimento também eles díspares, o que certamente também criará problemas aos classificadores. Consideramos ainda, talvez, desnecessária, a apresentação de um plano textual, ainda que genérico, na medida cabe ao aluno ao terminar a escolaridade obrigatória, mostrar competência textual e comunicativa para dar cumprimento à tarefa.
No grupo III, consideramos que ao ser solicitado um “texto de opinião bem estruturado”, o enunciado poderia ser otimizado por se revelar redundante, na medida em que não estão previstos “textos de opinião mal estruturados”.
É importante referir que os diferentes textos dos diferentes autores que compõem a prova (Pessoa, Padre António Vieira, Alberto Manguel e indiretamente Saramago) apontam para uma reflexão estimulante, salutar e muito bem estruturada sobre a importância do cidadão ativo, curioso, atento e participativo, facto que assume particular relevância no contexto escolar e social atual.

A direção da APP

Lisboa, 19 de junho de 2019

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