História da diáspora portuguesa na América do Norte em livro, a partir de 9 de dezembro

Publicado por a 02/12/2019 em Notícias | Comentários desligados

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O historiador Gilberto Fernandes aborda no seu primeiro livro a história da `Nação Peregrina` e a influência do Estado Novo na formação da diáspora portuguesa na América do Norte.
“Há vários estudos e ainda há muitos por fazer sobre a história da emigração, mas existem poucos sobre a história da formação da diáspora ou de comunidades transnacionais, pelo menos com a abrangência deste que brevemente se publica”, disse à agência Lusa Gilberto Fernandes, de 40 anos, natural de Lisboa, a viver no Canadá desde 2004.

This Pilgrim Nation – The Making of the Portuguese Diaspora in Postwar North America (Esta Nação Peregrina – A Criação da Diáspora Portuguesa no pós-guerra da América do Norte) surge na sequência da investigação da sua tese de doutoramento na Universidade de York.

O livro refere “não só a criação da diáspora portuguesa na América do Norte, mas também a diáspora no seu todo”, explicou.

O historiador realçou ainda a “influência que o Estado Novo teve através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e das Colónias ou Províncias Ultramarinas, na formação da diáspora portuguesa”, num período pós-guerra, entre as décadas de 50 a meados dos anos 70, até à revolução de abril de 1974.

“O papel que alguns agentes dentro, ou próximos do Estado Novo, tiveram na formação da diáspora portuguesa, tanto a nível institucional, como na formação de supostos líderes ou elites políticas e culturais, e na própria criação consciência de diáspora, é um dos aspetos mais importantes do livro”, destacou o investigador.

O livro destaca a história transnacional das comunidades portugueses no Canadá e nos Estados Unidos num contexto da Guerra Fria, do movimento dos direitos civis americanos, da guerra colonial portuguesa, e do multiculturalismo canadiano.

“Os emigrantes e os seus descendentes fazem parte de uma comunidade que vai além-fronteiras, que é transnacional e que atravessa o mundo inteiro, onde existem comunidades portuguesas”, continuou.

Nesse sentido, a obra literária foca em “como todos estes fatores estão associados com a defesa do Império no período da Guerra Fria”.

Fonte: LUSA